Diana Tupiza e Andrés Alquinga se casaram com Luna, sua cadela, que atuou como padrinho. Mais de 50 casais no Equador assinaram a escritura com a pegada de seus animais de estimação
@Canva
Um incomum testemunha de quatro patas redefiniu as regras da burocracia do casamento em Quito. Quando Diana Tupiza E Andrés Alquinga eles decidiram trocar os votos, queriam uma dama de honra bizarra para selar a união: Luaum cão pequinês de cor creme, vestido para a ocasião com um elegante terno de tule rosa. O cachorro imprimiu oficialmente a pegada dele na escrituratornando-se protagonista absoluto desta cerimónia civil inovadora. Esta prática, que combina a vertente burocrática com um valor emocional muito forte, tem sido activamente promovida por Registro Civil do Equador.
A ideia de envolver o animal de estimação como testemunha nasceu da intuição de Andrés Alquinga, um programador de 31 anos, convencido de que O vínculo emocional com seus animais merece reconhecimento tangívelmesmo na frente de autoridades estaduais. O noivo explicou com extrema doçura a profunda ligação emocional que o une a Luna:
Os animais podem não estar aqui para falar conosco ou nos dar conselhos, mas estão aqui para nos dar todo o amor que têm.
🇪🇨 Equador permite que animais de estimação sirvam como testemunhas simbólicas de casamento
O cachorro de estimação de Diana Tupiza e Andrés Alquinga assina a certidão de casamento do casal com uma pegada depois que o casal optou por aproveitar uma recente mudança na lei, permitindo que animais de estimação equatorianos servissem como testemunhas simbólicas… pic.twitter.com/yPp5xNJSmL
– Agência de Notícias AFP (@AFP) 13 de julho de 2026
As exigências burocráticas e a reação da família
Inicialmente, a escolha pouco convencional do casal suscitou alguma perplexidade no seio familiar, em particular na mãe de Diana, Luz Lima. A mulher, apesar de ter aceitado a árdua tarefa de costurar à mão o vestido rosa da cadela, não escondeu a inicial ceticismo antiquado diante desta novidade institucional. Antes de compreender plenamente o espírito da iniciativa, a senhora procurou fazer pensar os futuros cônjuges. Só depois de receber as devidas explicações sobre normas de higiene e organização é que ela se convenceu.
Para aceder a esta cerimónia civil alargada, os casais devem respeitar condições precisas estabelecidas pelo cartório, como a obrigação de traga um kit de limpeza rápida com você e a garantia de que o animal envolvido é sociável e acostumado a entrar em contato humano. Ao final da cerimônia, Luna carimbou com tinta o documento simbólico, que traz o texto pré-impresso a pegada do seu amigo peludo. A noiva quis ainda dedicar um pensamento a todos os seus animais de estimação, sublinhando o valor simbólico do ato:
Tenho três cachorros e um gato. Para mim teria sido incrível se todos estivessem lá, mas acho que ela representa tanto os que estão na Terra quanto os que estão no céu.
🐾 ¡Firmó con la patia! Luna roubou todos os holofotes no casamento de seus dois, Diana e Andrés, para selar o ato civil com seu próprio tom. pic.twitter.com/wJFQpmGiPe
– Meganoticias (@meganoticiascl) 13 de julho de 2026
Já 50 casais se casaram com seus amigos animais
O diretor-geral da instituição, Ottón Rivadeneira, explicou que esta virada histórica responde com empatia ao mudanças nas necessidades da sociedade civil e a nova composição das unidades familiares. Na verdade, o Equador possui uma população de cerca de 19 milhões de habitantes que acolhem bem em suas casas 7,6 milhões de cães e gatosum número demográfico que quase duplica o número total de crianças menores de 12 anos que vivem no país. Rivadeneira orgulhosamente justificou a escolha do instituto explicando que eles estão se adaptando às necessidades atuais e modernas.
Mesmo que a assinatura com a pata não tenha valor jurídico real a nível formal, a iniciativa já obteve um sucesso extraordinário junto da população local. Desde a sua introdução oficial em maio, já foram mais de 50 casais que decidiram casar-se na presença dos seus amigos de quatro patas nos diversos escritórios territoriais do país. Com esta abertura regulatória, o Equador se posiciona como pioneiro absoluto da tendência pet-friendly na América Latina, superando os demais estados do continente onde, salvo raros casos excepcionais autorizados no México ou na Argentina, a lei ainda permite exclusivamente as assinaturas de testemunhas humanas.