Que história é essa de ter que levar água para limpar xixi de cachorro na rua de Bolonha, corre o risco de multa?

O prefeito Lepore convida os donos de cães a se munirem de uma garrafa de água para limpar a urina. Ainda não é uma obrigação, mas parece anunciá-la.

Oitenta mil cães registrados de quase quatrocentos mil habitantes. É o número que Matteo Lepore ele colocou na mesa antes de lançar o que, por enquanto, permanece um convite: quem leva o cachorro para passear deve se munir de uma garrafa de água. O prefeito de Bolonha disse isso nos estudos de Dédalona èTV Rete 7, falando sobre o novo regulamento de polícia urbana que o Palazzo d’Accursio está desenvolvendo. “Quem faz o cachorro fazer xixi na varanda ou no chão deve levar consigo uma garrafa de água, principalmente no verão, e deve se limpar.”

Sem obrigaçãoportanto, e não há multapor enquanto o prefeito se limita a questionar o senso cívicoaquela categoria que funciona muito bem nos discursos e um pouco menos nas varandas do final de julho. O anúncio faz parte de uma repressão mais ampla que, segundo as prévias do próprio Lepore diante das câmeras, deve afetar também os condomínios, chamados a manter as paredes limpas.

O regulamento, porém, ainda precisa ser redigido e aprovado pela Câmara Municipalpor enquanto existe a declaração televisionada, não o ato. Quem quiser compreender como se traduz na prática um convite deste tipo, quando deixa de ser um convite, não precisa de ir muito longe, basta deslocar-se cem quilómetros, no Costa toscanaOnde tal medida foi efectivamente adoptada.

Em Livorno não é mais uma questão de boas maneiras

PARA Livorno o prefeito Lucas Salvetti assinou a portaria sindical nº. em 28 de abril. 135, em vigor de 20 de maio a 31 de outubro de 2026. Neste caso a condicional desaparece, pois qualquer pessoa que passeie com o cachorro em áreas públicas ou privadas abertas ao público deve ter consigo uma garrafa, pulverizador ou outro recipiente com água (sem detergentes ou produtos químicos) para ser derramado na área afetada para diluir e limpar excrementos líquidos. Isso se aplica a calçadas, mobiliário urbano e até rodas de carros e scooters estacionados.

A portaria acrescenta uma proibição seca, que prevê não fazer xixi perto de portas, vitrines e acessos a residências, escritórios e lojasquem erra arrisca um multa administrativa de 25 a 500 eurosnos termos do artigo 7-bis da Lei Consolidada das Autarquias Locais, com a obrigação de restaurar o estado dos locais em qualquer caso. O comunicado do Município esclarece também a lacuna regulamentar que o dispositivo preenche, a do Regulamento de proteção dos animais, paralisado em 2018, que exigia a retirada de excrementos sólidos mas era omisso quanto aos excrementos líquidos. A portaria intervém enquanto se aguarda uma mudança regulatória, escolhendo o período mais quente e seco do ano, quando as superfícies secas retêm os odores e a evaporação faz o resto. Também confirmando o aparelho está a nota da AAMPS, empresa que gerencia a higiene urbana na cidade. Livorno, aliás, não inaugurou nada: antes dela, San Benedetto del Tronto, Génova, Vasto, Lecce e vários municípios da Baixa Romagna tinham introduzido regras semelhantes.

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